Cenário
Num mundo no qual a quantidade de informações aumenta cada vez mais rapidamente, a percepção e o discernimento, a habilidade de se fazer distinções, o aprendizado (tanto no contexto individual quanto no contexto coletivo), fazer escolhas e tomar decisões podem ser ações realizadas em um nível em que a razão, a percepção superior e a intuição concorram em condições de igualdade hierárquica com as competências racionais.
Nestas ocasiões, a sensibilidade e a iniciativa de cada indivíduo devem ser negociadas e administradas nos grupos, de modo que a responsabilidade pelas escolhas dos caminhos, alternativas e diretrizes sejam compartilhadas e assumidas por cada membro do grupo.
Neste contexto, aprendizagem talvez seja o mais importante valor individual e coletivo para uma organização viva, ágil e criativa. Ter flexibilidade para se adaptar e iniciativa para criar e assumir riscos não são habilidades significativas apenas no âmbito profissional, mas sim, em toda dimensão da existência humana. Importa, então, a disponibilidade para, permanentemente, buscar e encontrar oportunidades (dimensões de existência) e questionar os paradigmas nos quais se apoiavam os critérios de escolhas e decisões utilizados imediatamente antes (a verdadeira flexibilidade).
Neste processo, vida profissional e vida pessoal podem tornar-se uma unidade, a partir da qual, surge um alinhamento interior e uma força de vontade, comumente conhecida em sua dimensão mais tênue, como motivação: a mola mestra da busca humana.
Este é, talvez, um dos possíveis caminhos de elevação da natureza humana na medida em que cria significado para a existência elegantemente expresso na seguinte reflexão: "O anseio interior se expressa numa centena de desejos que, pensam as pessoas, são suas necessidades. Mas a experiência mostra que não são estes os seus desejos verdadeiros, pois ainda que atinjam tais objetivos, o anseio não diminui" (autoria de Rumi, citado em Idries Shah).
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